O novo vocalista da banda Bastardz revela detalhes do convite, o respeito ao legado da cena Sleaze paulista, planos de turnê e os motivos reais por trás da transição em sua carreira.
O Rock autoral brasileiro está em constante movimento e ebulição! Após movimentar a cena nacional nos vocais do Electric Gypsy, o vocalista Guzz Collins assume os microfones da banda paulista Bastardz, referência incontestável do Sleaze / Hard Rock brasileiro. Em um bate-papo exclusivo e sincero com a Hora do Rock Web, Guzz esclarece os rumores sobre sua transição, revela como surgiu a parceria de longa data com Danny Poison e antecipa o que os fãs podem esperar dessa nova era de puro peso e atitude.

Guzz, como surgiu a aproximação entre você e a banda, e qual foi o estalo em que você percebeu: “caramba, a minha voz e a minha energia casam perfeitamente com a identidade do Bastardz”?
Guzz Collins: Essa aproximação com a banda surgiu da amizade mesmo entre mim e o Danny Poison. Ficamos muito amigos no final de 2021. Ele conheceu meu trampo com o Electric Gypsy e tal, e começamos a ir muito para São Paulo para tocar. A gente se aproximou demais num show que fizemos juntos no Legends, em SP, em novembro de 2021.
Desde então, ficamos trocando muita ideia porque gostamos muito de Sleaze e de bandas como Crashdïet, Hardcore Superstar, Hellacopters… E em 2022 tivemos a oportunidade de fazer uma tour juntos (que seria com o Crashdïet, mas quando eles cancelaram a vinda, nós bancamos manter o rolê com Bastardz, Electric Gypsy e bandas convidadas em BH, SP e Curitiba).
Nós sempre fomos muito parceiros de trocar ideia, gostamos de filmes de terror slasher dos anos 80, de som Sleaze e Hard Rock pra caramba. Então, quando o Dani me chamou e perguntou se eu queria o “emprego”, como eu tinha acabado de sair do Electric Gypsy, topei na hora! Achei que minha voz se encaixaria muito bem por eu gostar demais desse estilo, e a gente tem feito umas paradas bem legais com as músicas.

Como fãs de carteirinha do seu trabalho, aqui na Hora do Rock Web nós acompanhamos de perto toda a sua trajetória e confessamos que a sua saída do Electric Gypsy foi um baque pra muita gente. O que realmente pesou pra você fechar aquele ciclo com o Electric, e como a entrada no Bastardz te deu o gás que você precisava para essa nova fase da sua carreira?
Guzz Collins: Primeiramente, gostaria de agradecer muito ao apoio de vocês e de todo mundo que me acompanha, independente de qual banda eu esteja. Isso é muito importante pra mim e é o que me faz querer continuar no rolê todo.
Sobre a minha saída do Electric Gypsy, imagino que tenha sido um baque para muita gente e, inclusive, para mim também ainda é um baque. Mas foi uma decisão que eu já vinha maturando na cabeça há um tempinho. Já estava sentindo que precisava de novos ares, de novos desafios. Foi uma decisão tomada com o maior respeito à banda, aos fãs e a tudo que construímos.
“A minha saída do Electric Gypsy e a minha entrada no Bastardz NÃO são coisas relacionadas. A oportunidade no Bastardz surgiu DEPOIS que eu já tinha saído do Electric.”
Foi um convite do Danny Poison pela amizade e gosto musical parecido. Vai ser um desafio muito legal na minha carreira porque terei a oportunidade de estar numa banda mais Sleaze/Punk, diferente da pegada mais Hard Rock anos 80 do Gypsy. Estou muito empolgado para tocar em lugares por onde já passei e outros que visitarei pela primeira vez com essa nova roupagem!
A transição de entrar numa banda com estrada versus começar um projeto do zero muda muito a dinâmica. Como tem sido o entrosamento nos ensaios e nos bastidores com o Danny Poison e a galera? Já rolou aquela faísca criativa de compor material inédito juntos?
Guzz Collins: Essa transição de entrar numa banda com estrada como o Bastardz e começar um projeto novo é algo bem complexo. Quando você começa algo do zero, tem que estruturar muita coisa (inclusive tenho um projeto novo em andamento, que quero dar todo o carinho e tempo do mundo porque merece).
Já no Bastardz, estou ‘pegando o bonde andando’, mas é um bonde que eu já acompanhava há tempos. Minha amizade com o Dani ajuda muito no entrosamento porque a gente sabe conversar na mesma língua de referências. Tenho tido o maior respeito possível pelas músicas e pela identidade da banda. Não posso simplesmente colocar a minha identidade sem respeitar o que o Bastardz construiu.
Os ensaios têm sido legais demais! Já conhecia o pessoal e toquei com o batera que está com a gente agora, o Edgar (que já tocou com Supla, Ramones, etc.). A faísca criativa rola, sim! Ainda não sentamos para compor oficialmente porque eu morar em Belo Horizonte e a galera estar em São Paulo é um complicador, mas no tempo que teremos juntos na estrada e em tour, com certeza pode sair algo, já que todo mundo na banda gosta de escrever!



Seu vocal sempre teve uma pegada bem característica de Hard Rock. O que os fãs do Bastardz podem esperar dessa nova era em termos de sonoridade?
Guzz Collins: Podem colocar altas expectativas! Vou trazer toda a potência, atitude e a vontade que a banda merece e que já consolidou nesse tempo todo na estrada.
Tenho buscado respeitar muito a identidade histórica do Bastardz, mas ao mesmo tempo trazendo a minha pegada vocal para as músicas. Tem sido um match bem legal e os fãs de Sleaze não vão se arrepender!
O Hard Rock autoral no Brasil sempre foi um ato de resistência, mas a nova geração tem mostrado muita força nos últimos anos. Como você enxerga o momento atual do Rock autoral no país?
Guzz Collins: Nesses últimos anos, tanto o Hard Rock quanto o Metal e o Rock em geral têm crescido muito no Brasil. As bandas autorais têm conquistado cada vez mais espaço. Você vê o que bandas como Creatures, Trovão, Electric Mob e o próprio Electric Gypsy fizeram nos últimos anos… tem sido um momento excelente!
A cena está se intensificando, trazendo peso, qualidade e modernidade com bandas que trazem novidades sem perder a essência. Não vou falar que é fácil ter banda autoral no Brasil é muito complexo, exige muita grana, muito tempo e muita força de vontade, mas ao mesmo tempo é gratificante porque você sente a verdade naquilo que está fazendo.
As bandas têm tido oportunidades de tocar em festivais legais e encher casas de show. Temos muito a melhorar, mas estamos vivendo um grande momento no autoral nacional.
Para fechar com chave de ouro: o que já podemos dar de spoiler para os leitores da Hora do Rock Web? Vem turnê por novos estados, single novo ou clipe vindo por aí? Outros Projetos? Manda o seu recado final pra galera!
Guzz Collins: O spoiler que já posso dar é que o setlist está foda demais! O fã de Sleaze que for ao show vai sair satisfeitos. Já temos datas confirmadas em Curitiba e São Paulo, e teremos outras datas fora do estado de SP que divulgaremos em breve.
Sobre clipe e single, o futuro é incerto, mas trará coisas muito boas. E sobre outros projetos: o ano que vem será um ano bem diferente para mim, onde vou poder mostrar um novo lado meu que estou doido para apresentar a vocês. Aguardem que vai ser foda!
Recado Final de Guzz Collins:
“Para todo mundo que acompanha a Hora do Rock: continuem acompanhando e apoiando! A galera aqui é muito massa, eu gosto pra caramba de conversar com vocês nos shows e entrevistas. Vocês fazem coberturas sensacionais, então quem gosta de Rock de verdade precisa seguir a Hora do Rock Web. Vocês estão muito bem servidos com uma galera que entende pra caralho do assunto e que é foda. Amo vocês, beijos e até a próxima!”

O Rock autoral resiste e se renova
A chegada de Guzz Collins ao Bastardz marca a união de dois grandes nomes do Sleaze/Hard Rock autoral brasileiro e simboliza o vigor de uma cena que se recusa a esfriar. Com a bagagem de anos de estrada, a atitude afiada e um entrosamento que nasceu nos bastidores da noite paulistana, a nova formação do Bastardz promete entregar shows intensos, setlists pesados e o puro espírito do Rock ‘n’ Roll em sua forma mais autêntica.
Para nós da Hora do Rock Web, fica a certeza de que novas páginas memoráveis do Hard Rock nacional estão sendo escritas agora. Fiquem ligados em nossas redes para não perder a divulgação das próximas datas da turnê, novidades sobre lançamentos e a cobertura completa dos próximos shows dessa nova era!
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