A contagem regressiva para o Bangers 2026 já começou, e entre os nomes que prometem incendiar o palco está o Crazy Lixx uma das bandas mais representativas do sleaze/hard rock moderno. Em entrevista conosco, Jens Anderson, baixista do grupo, falou sobre o retorno ao Brasil, a conexão com os fãs e o que o público pode esperar do show.

Formado em 2002, na Suécia, o Crazy Lixx surgiu como parte da nova geração do sleaze rock europeu, carregando fortes influências do hard rock dos anos 80. Com referências que vão de Mötley Crüe a Def Leppard, a banda construiu uma identidade marcada por riffs marcantes, refrões grudentos e uma estética diretamente conectada à cultura pop da época.
Ao longo da carreira, o grupo acumulou oito álbuns de estúdio e consolidou seu nome com trabalhos como New Religion (2010), Crazy Lixx (2014) e Forever Wild (2019). Já o mais recente Two Shots at Glory revisita clássicos da banda com uma nova abordagem, reforçando a capacidade do grupo de evoluir sem perder sua essência.
Brasil no coração da banda
Durante a entrevista, Jens deixou claro que o Brasil ocupa um lugar especial na trajetória do Crazy Lixx.
“ O Brasil tem um lugar especial no coração do Crazy Lixx. Então, é sempre emocionante quando temos um show marcado e ir para o Bangers nos deixa muito animados.”
A relação próxima com o público brasileiro é um dos fatores que elevam a expectativa para o show no Bangers 2026, principalmente pela fama da plateia nacional conhecida mundialmente pela intensidade.
Setlist e expectativa para o Bangers 2026
Com uma discografia extensa, montar o setlist ideal para um festival é sempre um desafio.
“Temos oito álbuns, são muitas músicas. Geralmente tocamos umas 12 músicas, então é difícil fazer o setlist perfeito.”
Para o Bangers 2026, a proposta é clara: entregar um show focado nos grandes sucessos, mas com mudanças em relação às últimas passagens da banda pelo país.
“Será mais um show de “Greatest Hits” do Crazy Lixx, mas acho ele (nosso show) evoluiu um pouco desde a última vez que tocamos no Brasil. Não será um “copia e cola” completo. Tentamos evoluir o repertório o tempo todo para não ficar chato para nós e nem para o público, mesmo não fazendo 100 shows por ano.”
Outro ponto levantado por Jens foi a intensidade emocional antes de subir ao palco algo que ganha ainda mais força diante do público brasileiro.
“Baixamos a bola para sentir e garantir que tudo está funcionando, ouvir tudo, e só então aceleramos.. mas é fácil falar e difícil fazer, porque ficamos muito empolgados, especialmente quando vocês fazem tanto barulho e parecem tão felizes.”
Cultura pop, cinema e identidade visual
A estética do Crazy Lixx sempre esteve profundamente ligada ao universo dos anos 80 especialmente ao cinema. A banda ganhou ainda mais visibilidade ao ter músicas associadas ao universo do jogo Friday the 13th, reforçando essa conexão com o terror e a cultura pop.
“Sim, somos fãs não só de terror, mas de filmes em geral, especialmente dos anos 80, obviamente. Muita da nossa estética é baseada ou inspirada em filmes.”
Quando questionado sobre trilhas sonoras ideais, Jens não hesitou:
“Oh, essa é difícil. Seria perfeito em “De Volta para o Futuro.”
ENTREVISTA | Crazy Lixx fala sobre o Bangers 2026
Matheus de Oliveira: Olá, estamos aqui hoje com o Jens, da banda Crazy Lixx, Entrevistador: Estamos a cerca de um mês de um dos shows de HARD ROCK mais esperados do ano: a performance deles no Bangers Open Air Brasil, em abril de 2026. Jens, bem-vindo e muito obrigado por me receber. Como está o nível de
empolgação agora?
Jens Anderson: Muito alto. O Brasil tem um lugar especial no coração do Crazy Lixx. Então, é sempre emocionante quando temos um show marcado e ir para o Bangers nos deixa muito animados. Parece que será um festival incrível.
Matheus: E o Brasil é conhecido por ter um dos públicos mais selvagens do mundo. Como a preparação para um palco enorme como o do Bangers Open Air difere dos seus shows habituais em clubes?
Jens Anderson: Para nós, a primeira coisa que precisamos saber é a duração do show, obviamente, para podermos elaborar um bom repertório. Mas, quanto à preparação mental, não há muito o que possamos fazer até chegarmos lá… mas agora estamos super empolgados. Vai ser muito divertido.
Matheus: Que bom. Vocês têm uma base de fãs do “Sleaze” muito leal aqui — uma das mais apaixonadas do mundo. Quando você olhou para o cronograma da turnê e viu “São Paulo, 26 de abril”, qual foi a primeira coisa que veio à sua cabeça sobre retornar ao nosso público?
Jens Anderson: Ah, é sempre um sentimento muito acolhedor, porque em todas as vezes que estivemos no Brasil, encontramos fãs antigos e novos. O que é bom nos nossos fãs é que eles mantêm contato. Então, ao longo do tempo, você acaba conhecendo muita gente.
Estou ansioso para tocar no festival, mas também para rever todos os nossos amigos e fazer novas amizades. Quando fechamos esse show, ficamos muito animados. Como sueco, você não vai ao Brasil toda hora.
Matheus: Entrevistador: Sim, verdade. Vocês estiveram aqui em Belo Horizonte há cerca de dois anos, certo?
Jens Anderson: Sim.
Matheus: E eu estava lá. Sabemos que o calor brasileiro, tanto do sol quanto do público, é intenso. Você tem algum ritual de sobrevivência específico ou algo que precise fazer antes de subir ao palco quando vem ao Brasil?
Jens Anderson: Uh, não, na verdade não. mas aprendemos ao longo dos anos que é muito fácil ficar empolgado demais na hora de ir.. quando você ouve a intro, ouve o som das caixas, dá um soco na mão do colega e entra no palco. Às vezes seu nível de adrenalina está alto demais e você fica parecendo o Pernalonga no palco.
Tentamos aprender a nos “focar”. Tipo: “Ok, para o público, a primeira música é um ‘BUM’, aqui está o impacto”. Baixamos a bola para sentir e garantir que tudo está funcionando, ouvir tudo, e só então aceleramos.. mas é fácil falar e difícil fazer, porque ficamos muito empolgados, especialmente quando vocês fazem tanto barulho e parecem tão felizes.
Matheus: Eu imagino. Vamos falar um pouco sobre a discografia da banda. O álbum Two Shots at Glory revisitou alguns dos seus clássicos. Qual foi a parte mais desafiadora de reimaginar essas músicas mantendo a magia original viva?
Jens Anderson: Somos uma banda que não soa exatamente como no álbum quando tocamos ao vivo, obviamente. Pessoalmente, gosto que soe de um jeito no disco e que, ao ver a banda, você ouça a mesma música, mas com uma sonoridade um pouco diferente. Gosto que isso dê outro nível à música. E, claro, não podemos levar todas as camadas extras de guitarra que gravamos no estúdio para o palco.
Matheus: Sim. E com uma discografia tão vasta agora, como vocês conseguem encaixar um setlist de “melhores momentos” em um horário de festival sem deixar de fora os hinos favoritos dos fãs?
Jens Anderson: Bom, agora temos muitas músicas que “precisamos” tocar, então é sempre um equilíbrio entre elas e talvez tocar músicas novas que sentimos que podem ser clássicos no futuro. Às vezes fazemos um show e não tocamos nenhuma música de um determinado álbum, e não é porque não gostamos, mas porque não se encaixa naquele setlist específico.
Temos oito álbuns, são muitas músicas. Geralmente tocamos umas 12 músicas, então é difícil fazer o setlist perfeito.
Matheus: Já que é um festival, queremos saber: vocês planejam trazer surpresas ou talvez algumas músicas menos conhecidas (deeper cuts) para o público brasileiro, ou será uma celebração de grandes sucessos?
Jens Anderson: Será mais um show de “Greatest Hits” do Crazy Lixx, mas acho ele (nosso show) evoluiu um pouco desde a última vez que tocamos no Brasil. Não será um “copia e cola” completo. Tentamos evoluir o repertório o tempo todo para não ficar chato para nós e nem para o público, mesmo não fazendo 100 shows por ano.
Matheus: Entendo. E esta é uma pergunta pessoal: muitos fãs descobriram o Crazy Lixx através do jogo de videogame “Friday the 13th” (Sexta-Feira 13). Vocês são fãs de filmes de terror ou foi apenas uma combinação estética perfeita para a banda?
Jens Anderson: Sim, somos fãs não só de terror, mas de filmes em geral, especialmente dos anos 80, obviamente. Muita da nossa estética é baseada ou inspirada em filmes.
Matheus: Se você pudesse escolher um filme dos anos 80 para ter uma trilha sonora do Crazy Lixx, qual seria?
Jens Anderson: Oh, essa é difícil. Seria perfeito em “De Volta para o Futuro”.
Matheus: Essa é boa!
Jens Anderson: Sim!
Matheus:Verdade.. e acho que também encaixariam bem nos filmes de “Halloween”
Jens Anderson: Sim, sim.. na seção de terror e temos músicas mais estilo “herói de ação”, como “Silent Thunder“, etc.
Matheus: Para encerrar, qual é a mensagem para os fãs brasileiros que estão esperando para ver vocês trazendo a energia de “Street Lethal” para o palco do Bangers?
Jens Anderson: Bem, se vocês estiveram esperando por nós, imaginem o quanto nós esperamos para voltar. Estamos muito empolgados.
Matheus: Muito obrigado, Jens! E pessoal, não percam o Crazy Lixx aqui no Brasil. Continuem “Sleaze” e nos vemos no show.
Um dos shows mais aguardados do festival
Com energia de sobra, conexão real com o público brasileiro e um repertório recheado de clássicos, o Crazy Lixx chega ao Bangers 2026 como uma das atrações mais aguardadas do evento.
A expectativa é de um show intenso, nostálgico e, ao mesmo tempo, atualizado exatamente como a trajetória da banda.
Para quem quiser conferir a conversa completa, a entrevista está disponível na íntegra no vídeo abaixo. É só dar o play e mergulhar ainda mais no universo da banda antes do Bangers 2026.



