No ar
Coberturas

Death To All encerra turnê no Brasil com noite histórica de death metal em Belo Horizonte

@phamandaluiza
@phamandaluiza

O último dos cinco shows do Death To All no Brasil aconteceu no domingo, 25/01, no Mister Rock, em Belo Horizonte, com produção da Overload Brasil.

A turnê Symbolic Healing, como o próprio nome diz, celebra dois importantes álbuns da discografia do Death: Spiritual Healing (1990) e Symbolic (1995), que completam 35 e 30 anos de lançamento, respectivamente. No Brasil, foram cinco datas: Porto Alegre, Curitiba, Limeira, São Paulo e Belo Horizonte.

Sem banda de abertura, pontualmente o Death To All subiu ao palco às 20h com “Infernal Death”, uma ótima introdução para o início de um show repleto de músicas extremamente técnicas e pesadas, que logo de cara fez o público se entregar ao quarteto.
Steve DiGiorgio (baixista em Human, de 1991, e Individual Thought Patterns, de 1993) se mostrava muito à vontade, descalço e interagindo o tempo inteiro com os presentes, esbanjando carisma e parecia não fazer nenhum esforço para tocar seu lindo baixo de três cordas.

A primeira parte do show foi dedicada ao álbum Spiritual Healing (1990), com as músicas “Living Monstrosity”, “Altering the Future”, “Defensive Personalities”, “Within the Mind” e “Spiritual Healing”. A banda também trouxe clássicos de outros discos: “Lack of Comprehension” (Human, 1991), “Zombie Ritual” (Scream Bloody Gore, 1987) e “The Philosopher” (Individual Thought Patterns, 1993).

Todos os músicos estavam impecáveis, mas um destaque que me surpreendeu foi Max Phelps (Exist, ex-Cynic), que se mostrou um excelente guitarrista. Além disso, sua voz fez todos se sentirem em um show clássico do Death, por sua impressionante semelhança com o saudoso Chuck Schuldiner.

Uma situação inusitada aconteceu com Gene Hoglan que, apesar de estar super à vontade e parecer não fazer nenhum esforço para tocar sua bateria com tanta velocidade, em determinado momento demonstrou incômodo com a luz forte em seu rosto. Ele chegou a arremessar uma baqueta no holofote, que ficou presa, fazendo todos caírem na risada com o ocorrido.

DiGiorgio perguntou à plateia se estavam vivos em português, pediu para beberem cerveja e continuou esbanjando carisma. Os moshs já faziam parte do show e todos estavam completamente entregues, mas foi com o anúncio de que tocariam Symbolic na íntegra que o Mister Rock ficou ainda mais barulhento, celebrando esse disco tão icônico e técnico. Clássicos como “Symbolic”, “Empty Words” e “Crystal Mountain” deixaram todos malucos. Foram quase duas horas de show, mas ninguém parecia cansado era uma troca de energia honesta entre fãs de metal e artistas.

@phamandaluiza
@phamandaluiza

Se o show terminasse ali, já teria valido a pena: um álbum clássico tocado na íntegra e mais tantas outras músicas importantes da discografia. Mas a banda voltou para um bis de respeito, com “Spirit Crusher” (The Sound of Perseverance, 1998) e “Pull the Plug” (Leprosy, 1988), fechando essa noite de homenagem e respeito ao legado de uma das mais influentes bandas do death metal e à memória do responsável por tudo isso:

Chuck Schuldiner vive!

Death To All é:
Gene Hoglan – Bateria
Steve DiGiorgio – Baixo
Bobby Koelble – Guitarra
Max Phelps – Guitarra e Voz

Setlist:

“Spiritual Healing” (1990) e clássicos

1 – Infernal Death (intro)

2 – Living Monstrosity

3 – Defensive Personalities

4 – Lack Of Comprehension

5 – Altering The Future

6 – Zombie Ritual

7 – Within The Mind

8 – The Philosopher

9 – Spiritual Healing

“Symbolic” (1995)

10 – Symbolic

11 – Zero Tolerance

12 – Empty Words

13 – Sacred Serenity

14 – 1,000 Eyes

15 – Without Judgement

16 – Crystal Mountain

17 – Misanthrope

18 – Perennial Quest

Bis

19 – Spirit Crusher

20 – Pull The Plug

Continue lendo