Julho foi marcado por uma Sexta-feira, 17 de julho, o templo do rock belo-horizontino, o Mister Rock, foi palco de uma verdadeira exaltação à arte do canto no Heavy Metal e Hard Rock. O projeto Masters of Voices reuniu quatro grandes nomes da cena mundial e nacional para uma noite visceral, emocionante e repleta de clássicos cantados a plenos pulmões por um público apaixonado.
A noite foi uma verdadeira montanha-russa de emoções, passeando pelo Hard Rock clássico, o peso do Heavy Metal britânico e o carinho do Metal Nacional.

A responsabilidade de abrir os trabalhos ficou por conta de Eric Martin (Mr. Big), que surpreendeu logo de cara. Entregando vocais potentes e uma presença cativante, Eric mostrou que sua voz continua afiada. Um dos destaques de seu bloco foi o clássico “Wild World”, que trouxe aquela nostalgia gostosa do Mr. Big para a casa. A música que no Brasil ganhou até famosa versão em português nas vozes de Pepe & Neném foi entoada em coro absoluto pelo público, preparando o terreno para o que ainda estava por vir.

O clima esquentou de vez quando Martin anunciou Tim Ripper Owens (ex-Judas Priest, Iced Earth). Ovacionado assim que pisou no palco, Ripper provocou a galera com uma pergunta direta: “Vocês querem Heavy Metal?”. A resposta veio em forma de um grito uníssono de “Yeaaah!”. A partir daí, foi uma aula de peso e alcance vocal, “Electric Eye” abriu a sequência com um vocal invejável e preciso
“Painkiller” trouxe o momento mais pesado da noite. A virada inconfundível de bateria na introdução fez o Mister Rock estremecer, acompanhada pelos agudos impressionantes de Ripper lá no topo. “Breaking The Law”, o maior hino do Judas Priest, colocou a casa abaixo. Nas homenagens, Ripper ainda entregou uma versão enérgica de “Highway to Hell” (AC/DC) e fechou sua participação com a apoteótica “Heaven and Hell” (Black Sabbath), disparada a música mais celebrada e cantada de seu set.

Com seu característico pedestal iluminado em LED, Jeff Scott Soto (ex-Yngwie Malmsteen, Journey, Talisman) subiu ao palco esbanjando carisma e energia transbordante. Ele abriu sua parte esquentando os motores e logo emendou a emocionante “Separate Ways” do Journey, elevando ainda mais o tom de nostalgia.
Mas o grande trunfo de Jeff foi a sua conexão com a galera
Durante a apresentação, Jeff desceu do palco e foi cantar direto na pista inclusive na pista comum! Ele interagiu de perto com todo mundo que se aproximava, proporcionando um momento inesquecível e único para os fãs. Sem perder o fôlego, emendou o clássico “Livin’ on a Prayer” (Bon Jovi) no meio do público, mantendo a casa inteira na palma da mão. Antes de encerrar, fez questão de apresentar a afiadíssima banda de apoio, que segurou o show com maestria técnica impecável durante todo o revezamento dos vocalistas.
Ainda teve espaço para um Drum Solo sensacional do baterista, que puxou trechos de “We’re Not Gonna Take It” (Twisted Sister) e a introdução de “I Love It Loud” (Kiss). Para fechar a participação de Jeff, a contagiante “Stand Up and Shout” (Dio) fez todos cantarem o refrão daquela que é uma das maiores marcas registradas de sua carreira.

Representando o Brasil nesse quarteto de ases, Edu Falaschi subiu ao palco para um dos momentos mais aguardados da noite. Contando com dois integrantes do próprio Angra na banda de apoio, as execuções das músicas soaram incrivelmente fiéis às originais. “Bleeding Heart”, antes de tocar esse hino, Edu destacou como a canção é especial por ter “estourado a bolha do rock”, lembrando inclusive da famosa versão do Calcinha Preta (“Manchete dos Jornais”), grupo que chegou a ser convidado para cantar com ele nos palcos.
“Rebirth” o maior clássico da sua era no Angra, foi cantada do início ao fim a plenos pulmões, comprovando o carinho gigante que o público mineiro tem por sua trajetória. “Heroes of Sand” então fechou a seção solo do brasileiro em um lindo coro que ecoou forte por todo o Mister Rock.

Para encerrar essa noite inesquecível de celebração do Rock e Metal em suas mais variadas vertentes, Edu Falaschi chamou Tim Ripper Owens, Eric Martin e Jeff Scott Soto de volta ao palco. Juntos, os quatro dividiram os vocais no grande clássico “Living After Midnight” (Judas Priest). Cada vocalista trouxe seu timbre e personalidade únicos para os versos, finalizando a noite em clima de festa, respeito mútuo e puro Rock n’ Roll.
Um show memorável que Belo Horizonte dificilmente vai esquecer!















