Por: Rubia de Souza
O Rock in Rio anunciou uma novidade para a edição de 2026 que chamou minha atenção: a criação da Comfort Zone, uma área exclusiva localizada em frente ao Palco Mundo para apenas 2 mil pessoas por dia. A proposta é simples. Quem adquirir essa modalidade de ingresso terá acesso a uma área reservada mais próxima dos artistas, com visão privilegiada do palco, além de bares e banheiros exclusivos.
E vou dizer uma coisa: eu, que adoro uma pista premium, adorei!

Antes que alguém comece com o discurso de que “estão elitizando os festivais”, vale lembrar que esse modelo já é realidade há muitos anos em diversos eventos internacionais. Grandes festivais da Europa e dos Estados Unidos trabalham com áreas premium, experiências VIP e setores diferenciados para quem busca mais conforto ou quer ficar mais próximo do palco.
No Brasil, o próprio Bangers Open Air já trabalha com conceitos semelhantes, oferecendo experiências diferenciadas para parte do público.
O que me chamou a atenção no caso do Rock in Rio é a limitação para apenas 2 mil pessoas. Em um festival que recebe dezenas de milhares de pessoas por dia, estamos falando de uma parcela muito pequena do público. Isso me faz pensar que talvez estejamos vendo um teste.
Será que o Rock in Rio está avaliando a receptividade do público para, futuramente, criar uma pista premium permanente? Não seria surpresa. O mercado de entretenimento tem caminhado cada vez mais para oferecer experiências segmentadas. Hoje não basta apenas assistir ao show; muitas pessoas querem viver uma experiência mais confortável, com menos filas e uma visão privilegiada.
E sejamos honestos: quem nunca sonhou em assistir ao seu artista favorito praticamente na grade?
E talvez eu seja suspeita para falar disso. Ao longo dos anos, tive o privilégio de assistir a grandes shows em áreas premium, incluindo apresentações de Paul McCartney, AC/DC algumas edições do Monsters of Rock, entre tantos outros eventos. E posso dizer que a experiência realmente faz diferença. Estar mais próximo do palco permite enxergar detalhes das performances, sentir a energia dos músicos, a vibração sonora gerada pelas caixas de som no seu próprio corpo (amo muito isso) e viver momentos que muitas vezes ficam marcados para sempre na nossa memória. Eu adoro esse formato e entendo perfeitamente por que tanta gente está disposta a investir um pouco mais para ter essa experiência.



Claro que existe a questão financeira. O valor do ingresso não é acessível para todo mundo e nem pretende ser. Trata-se de um produto premium, pensado para um público específico.
Mas vejo a Comfort Zone como uma opção, não como uma obrigação. O gramado continua existindo, a experiência tradicional continua existindo e cada fã poderá escolher a forma como deseja viver o festival.
Particularmente, acho interessante quando os eventos criam alternativas. Nem todo mundo quer ficar espremido por horas para conseguir um lugar próximo ao palco. Há quem esteja disposto a pagar mais por conforto, praticidade e uma experiência diferenciada. Se a novidade vai virar uma futura pista premium nas próximas edições do Rock in Rio, ainda é cedo para dizer.
Mas uma coisa é certa: se os ingressos esgotarem rapidamente, a organização certamente estará observando os números com bastante atenção.
E vocês? Pagariam mais para assistir ao seu artista favorito a poucos metros do palco?

Rock-se, por
@rubiasouza
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Com mais de 25 anos de experiência em Comunicação, Cultura e mercado fonográfico. Fundadora da Atitude Produtora e da Mister Rock Tur, atua na produção de shows, festivais e projetos musicais em BH. Com passagens pela Transamérica, School of Rock Brasil e diversas iniciativas culturais, soma uma trajetória sólida na divulgação e gestão artística. Graduada em Comunicação e Turismo, possui múltiplas pós-graduações na área.



